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Turmas de Ipiranga dão início a amplo projeto ambiental

Vamos Ler

14 de setembro de 2021 13:25

Dhiego Tchmolo


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Quarto e quinto anos da Escola Rural de Avencal deram vida ao ‘Minha Escola é Sustentável’, unindo estudos em sala de aula, práticas sustentáveis através de parceiras

Um trabalho de educação ambiental mobilizou as turmas dos 4º e 5º anos da Escola Rural Municipal de Avencal, em Ipiranga, dentro de uma indispensável temática dos dias atuais: a preservação do meio ambiente. Com uso de várias ferramentas, como as ações veiculadas pelo Vamos Ler – Geração Digital, a professora Viviane Mocelim Jukoski Oliveira detalha todos os aspectos trabalhados junto aos alunos nesta abrangente dinâmica que deu origem a uma iniciativa ambiental própria da instituição de ensino.

“No decorrer das aulas, em uma abordagem conjunta com os conteúdos propostos pela BNCC, resolvemos unir as ferramentas que o momento nos proporcionava, como o Projeto Campo Limpo e também o projeto Vamos Ler – Geração Digital, que abordam questões ambientais e, assim, demos vida a um novo projeto, chamado ‘Minha Escola é Sustentável’, em parceria com a Fábrica de Papéis e Embalagens Santa Clara, localizada na cidade vizinha de Ivaí. O objetivo era dar um destino adequado aos papéis que seriam descartados no lixo, coletando reciclados e trocando por bonina branca e cartolina”, aponta a docente.

Conforme explica a educadora, a primeira parte para o desenvolvimento com clareza do projeto, dentro das aulas no formato híbrido foi elucidar os 3 ‘R’s principais: reduzir, reutilizar e reciclar – que deram os contornos para o entendimento sobre a importância de conservar a natureza. Outro ponto foi que a destinação correta dos resíduos planetas prolonga a vida do planeta, como pontua Viviane. Na sequência, o entendimento sobre economia circular foi o destaque, onde o projeto da escola entraria em ação e, dessa forma, “poderíamos demonstrar de forma concreta aos alunos como esse círculo pode contribuir e muito para a preservação da natureza, além de estar diminuindo a extração da matéria-prima”, cita a professora.

“Foi muito discutido em sala de aula a frase ‘cuidar das futuras gerações’. Mas, o que realmente significa? Para isso, fizemos pesquisas sobre o tempo que alguns materiais levariam para se decompor na natureza, inclusive os papéis. Os alunos ficavam impressionados. Não imaginavam que alguns objetos levavam tanto tempo. Analisando os dados obtidos pelas pesquisas, perceberam que se tratavam das ‘suas’ futuras gerações, ou seja, seus netos, bisnetos, tataranetos”, explica a docente.

Outro ponto relatado pela educadora foi que as crianças se mobilizaram e todos conseguiram, ao final, juntar uma significativa quantidade de papéis recicláveis para realizar a troca, com união de toda a escola. Com a pandemia ainda ligando alerta, os alunos não puderam visitar a fábrica parceira do projeto. A diretora Jéssica e as professoras das turmas, assim, deslocaram-se para levar a primeira remessa dos resíduos sólidos, além de conhecer o ambiente. “Fomos muito bem recebidas, além da hospitalidade, o local contava com uma linda paisagem”, avalia Viviane.

“Como o momento não permitia que levássemos os alunos para conhecer a Santa Clara, a mesma veio até nossa escola. A gerente de recursos humanos, Elis Karina Somer, se disponibilizou a estar realizando uma chamada de vídeo através do Google Meet para estar apresentando aos alunos dos 4º e 5º anos a fábrica e seu funcionamento. Os alunos adoraram. Foi uma conversa muito produtiva. Ainda, em nome da fábrica, Elis mandou de lembrança aos alunos uma muda de arvoredo”, complementa a professora.

Para fechar, a docente cita que, além dos projetos, outras atividades envolveram o tema. Uma delas consistia em que as crianças reutilizassem os resíduos sólidos na confecção de brinquedos ou objetos em casa. Na sequência, gravavam um vídeo explicando sua produção e falando da preservação ambiental.

“O resultado da atividade foi muito interessante. Os alunos demonstraram muita criatividade e também conhecimento sobre o assunto. Não é fácil diminuirmos o consumo de produtos e também de acreditar que tudo que descartamos – resíduos sólidos – têm o destino adequado. Mas, é imprescindível transmitirmos esse conhecimento, que também se configura como uma prática cidadã positiva que irá impactar futuramente”, conclui Viviane.

Acesse o blog escolar da Escola Rural de Avencal clicando aqui.

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