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VBP da soja e do leite na região cresce 321%

Agronegócio

21 de janeiro de 2022 18:20

Fernando Rogala


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Bacia leiteira cresceu nas últimas décadas nos Campos Gerais Foto: Arquivo aRede
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Crescimento foi observado nos Campos Gerais em um período de pouco mais de duas décadas

A evolução da produção do agronegócio na região dos Campos Gerais nos últimos 24 anos foi bastante expressiva. Isso é notável na publicação do Caderno Regional Agropecuário, divulgado nesta sexta-feira (21) pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), que traz uma comparação do Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP) entre os anos de 1997 e 2020. De acordo com o levantamento, a soma dos seis produtos mais relevantes do agro para a economia regional, junto aos 18 municípios que fazem parte do núcleo regional do Deral de Ponta Grossa, somava R$ 2,62 bilhões em 1997, ao passo que em 2020, a soma dos seis principais produtos atingiu R$ 7,51 bilhões, em uma alta de 186,79%. Essa avaliação já leva em conta os números reais, tendo em vista que os valores de 1997 foram deflacionados para o ano de 2020, pelo IGP-DI.

A soja já era o principal produto do agronegócio dos Campos Gerais em 1997, o que tinha o maior VBP. Na época, porém, a área plantada era bem menor, assim como era menor o rendimento médio por hectare. Em uma área de 223,1 mil hectares foram produzidos 595,4 mil toneladas de soja, o que representa uma produtividade média de 2,67 mil quilos por hectare. Hoje a área mais do que dobrou, atingindo 567 mil hectares ocupados com soja em 2020. Além dessa alta de 154% na área, houve um incremento na produtividade, que alcançou 4 mil quilos por hectare, ou seja, uma elevação de 49,8%. O resultado é uma produção quase três vezes maior, que atingiu 2,23 milhões de toneladas. Com isso, quase três vezes superior também foi o VBP desse grão, que saltou de R$ 823,36 milhões em 1997 para R$ 3,18 bilhões em 2021.

O milho, por sua vez, era o segundo principal produto em 1997. Em uma área de 206,9 mil hectares, foram colhidos 872,6 mil toneladas, rendendo um VBP de 476,4 milhões. Hoje essa área caiu para menos da metade disso, totalizando 97,6 mil hectares com esse cultivar, mas a produção não caiu, pelo contrário: aumentou em 5,1%, totalizando 917 mil toneladas colhidas em 2020, e um VBP de 641 milhões. Apesar dessa alta de 34,5% no VBP, o valor não foi suficiente para manter o milho na segunda colocação regional, caindo para a quinta colocação. 

A segunda colocação em 2020, como o produto que mais gera riquezas na região depois da soja, ficou com o leite, que em 1997 era justamente o quinto colocado, somente. Em 1997, a produção de leite nos 18 municípios da regional totalizou 221,3 milhões de litros, valor que mais que triplicou e somou 891,5 milhões de litros em 2020. Como o leite passou por uma valorização no período, o VBP que foi de 283,7 milhões em 1997, agora totalizou R$ 1,48 milhão, em um incremento de 421,5%. Somando os VBPs da soja e do leite, foram 1,1 bilhão em 1997, valor que saltou para R$ 4,66 bilhões em 2020, o que significa um crescimento de 321% neste valor total, totalizando 40% do VBP total dos Campos Gerais.


Pecuária ganhou espaço e silvicultura perdeu participação

No grupo dos seis produtos mais representativos no VBP regional, três saíram, para dar lugar a três outros. Em 1997, a participação da silvicultura era bastante representativa, com serraria e laminadora na terceira colocação, com um VBP de R$ 442,4 milhões, enquanto que papel e celulose aparecia na quarta posição, com R$ 342,5 milhões – hoje, esses setores ocupam a 11ª e 10ª colocação no VBP regional, respectivamente. Na sexta colocação em 1997 aparecia o feijão, com R$ 251,2 milhões de VBP, produto que caiu para a 9ª posição em 2020. 

Agora avançando para 2020, há destaque para a pecuária. O terceiro produto com o maior VBP da região foram os suínos para corte, que renderam um VBP de R$ 973,8 milhões – em 1997, este setor ocupava a sétima colocação. Na quarta posição aparece silagens e alimentação, com R$ 676,9 milhões gerados, ao passo que os frangos para corte, que apareciam na 8ª posição, agora estão na sexta colocação, com um VBP de R$ 559,3 milhões.

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