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CPI ouve Hang e advogada de médicos da Prevent Senior

Cotidiano

27 de setembro de 2021 12:14

Rodolpho Bowens


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Luciano Hang, presidente das lojas Havan. Foto: Divulgação.
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Dono da Havan deve ser escutado na próxima quarta-feira (29), enquanto Bruna Morato, advogada de médicos, será ouvida na terça-feira (28)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid agendou, para esta semana, apenas dois depoimentos. Ambos devem aprofundar as investigações dos senadores a respeito dos procedimentos feitos pela Prevent Senior no tratamento da covid-19 com seus pacientes.

Na terça-feira (28), os senadores recebem a advogada Bruna Morato. A advogada representa médicos do plano de saúde, voltado para idosos, que acusam seus superiores de forçá-los a tratar pacientes com coronavírus com medicamentos ineficazes para o tratamento da doença como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. O tratamento, defendido pelo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), já se mostrou ineficaz contra a doença.

Na semana passada, o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Batista Junior, foi confrontado sobre depoimentos destes médicos que apontavam uma série de pressões da diretoria para aplicação deste "kit covid", incluindo práticas antiéticas como mudar o código de identificação da doença da pessoa que morria, causando uma subnotificação dos casos de covid-19. Batista Jr. chegou a admitir alteração em prontuários médicos, mas negou as acusações do dossiê, que classificou como produto de roubo.

Uma das denúncias presentes neste dossiê motivou o depoimento agendado para quarta-feira (29). O empresário catarinense Luciano Hang, das lojas Havan, se internou na rede Prevent Senior, junto com sua mãe, que veio a falecer da doença. Segundo o dossiê, Hang - que é um dos mais conhecidos defensores do presidente Bolsonaro e de sua estratégia para a pandemia - teria pressionado para que sua mãe recebesse o tratamento com o kit covid, mesmo sendo este coquete sabidamente ineficaz contra a doença.

O depoimento de quinta-feira (30) permanece em aberto, uma vez que os senadores ainda não entraram em acordo sobre quem seria ouvido: um dos nomes cotados é o de Márcio Nunes, ex-servidor do Instituto Evandro Chagas, no Pará. A acusação é de que ele teria recebido o cargo pelo lobby de Marconny Faria, apontado como lobista da Precisa Medicamentos no Governo Federal. Márcio acabou preso na operação Hospedeiro da Polícia Federal.

Caso o depoente não seja Márcio Nunes, os senadores devem ouvir o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn. O foco do depoimento do médico, atual titular da pasta estadual de João Doria, é justamente o caso da Prevent Senior, e a possível subnotificação de casos de covid-19 no Estado.

Com informações: Congresso em Foco.


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