Alinhada com Bolsonaro, Keyla Ávila disputará vaga na Câmara Federal

Ao Jornal da Manhã, a pré-candidata a deputada federal revela as motivações e expectativas para as eleições

Presidente do partido Progressistas em Ponta Grossa, Keyla Ávila tem o apoio da base do presidente Jair Bolsonaro
Presidente do partido Progressistas em Ponta Grossa, Keyla Ávila tem o apoio da base do presidente Jair Bolsonaro -

Marcus Benedetti

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A pré-candidata a deputada federal pelo Progressistas, Keyla Ávila, foi a décima convidada da série de entrevistas realizada pelo Grupo aRede (Portal aRede e Jornal da Manhã). Durante a entrevista, a presidente municipal do PP revelou as motivações para se candidatar e relembrou o potencial eleitoral da cidade de Ponta Grossa. Em 2020, Keyla foi pré-candidata a Prefeitura Municipal, mas não confirmou a candidatura. Agora, ela confia no alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro e com a base do governo para conseguir uma cadeira na Câmara dos Deputados. 

Keyla reforçou o posicionamento de valores como ‘Deus, pátria e família’, defendeu o armamento, a classe dos caminhoneiros, a força do agronegócio em Ponta Grossa e disse esperar uma eleição do ‘bem contra o mal’ em outubro. Para isso, segundo ela, é importante a união de forças independente do partido político. Confira mais detalhes da entrevista com Keyla Ávila abaixo:

Quais foram as motivações para concorrer a uma cadeira na Câmara Federal?

Keyla Ávila: Eu fui convidada por sete partidos para sair como candidata nas eleições deste ano. Apenas um deles me convidou para ser uma deputada do estado. Todos os outros sempre me chamaram a nível federal. Imagino que esses sete partidos tenham essa visão porque Ponta Grossa tem essa capacidade de eleger mais políticos na área federal. Hoje nós temos dois deputados federais em Ponta Grossa, mas temos 252 mil eleitores. Na última eleição, 70 mil pessoas não votaram e 90 mil votaram em candidatos de fora. Isso elege, tranquilamente, mais dois deputados federais. Então, Ponta Grossa tem, sim, condições de ter mais políticos federais. Estatisticamente falando, a cidade tem sim condições, mas depende do eleitor. 

Mas decidi sair para deputada federal e não estadual porque, por muitas vezes, estive em Brasília convivendo nos ministérios, em conversas com a Ministra Damares e eu pude percorrer os ministérios, ver todos os projetos disponíveis, as emendas disponíveis, o tanto dinheiro que os ministérios tem para os municípios e nós podemos ir buscar. Eu brinco que gosto do ‘caldeirão’, que é lá em Brasília, onde tudo acontece. Esse ritmo, de estar sempre ligada com os deputados e nos ministérios, eu pude perceber que podemos ampliar recursos para a nossa região e para o Paraná. E Ponta Grossa, ao meu ver, já está e vai estar ainda mais bem servida. 

A senhora é a candidata bolsonarista dos Campos Gerais. Qual a importância desse alinhamento com o presidente? 

Keyla Ávila: Nós temos uma ligação e uma proximidade muito boa com o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara. Temos também o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira e o Chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, no nosso partido. Então, assim, o PP é um partido que eu quero deixar bem claro que não é um partido de esquerda porque se chama 'Progressistas'. O presidente Bolsonaro ficou durante 11 anos no Progressistas. Então, quer dizer, o Bolsonaro era um candidato da esquerda? Esse tipo de alinhamento não existe. Isso são retóricas de pessoas que não tem conhecimento político.

Eu tenho essa ligação muito estreita com o deputado Ricardo Barros, sim. É uma pessoa que admiro, um articulador de primeira. É por isso que o presidente Bolsonaro confia muito nele. Hoje, ele quer tornar o PP um dos maiores partidos do Brasil e esse nosso alinhamento aqui nos Campos Gerais é um trabalho que está sendo feito para que isso aconteça.   

Recentemente ocorreu um evento de oficialização da tua presidência do PP municipal e muitos políticos de outros partidos se fizeram presentes. Qual a importância de reunir lideranças de outros partidos nesse momento? 

Keyla Ávila: Nós precisamos de uma união muito grande. Quando dizem que é uma luta do bem contra o mal, é verdade. Isso não tem cor, não tem lado, é uma coisa para tudo e todos. Essa agregação de pessoas e de partidos, quanto mais estiverem próximos do presidente, mais vamos fortalecê-lo. É isso que é necessário. Não interessa se é PP, PSD, ou o partido que for. Por exemplo, o partido do Ratinho Júnior, que hoje é o candidato que o presidente escolheu para apoiar, é o PSD. Então, essa agregação é muito necessária. Portanto, com certeza eu iria convidar os meus pares, mesmo que de outros partidos, para estarem naquele momento comigo, porque acredito na união de forças. 

O que o eleitor pode esperar de Keyla Ávila em Brasília em caso de eleição?

Keyla Ávila:  Um deputado não é nem de esquerda e nem de direita. É um deputado do povo e para o povo. Não é porque me considero com ideologias de direita que não vou trabalhar para pessoas com outros tipos de ideologia. Vou trabalhar para o povo, serei uma funcionária do povo. Se fosse para ter status, eu ficaria em casa tomando cházinho. Então, quero ser uma representante do povo. Isso não é status, isso é uma necessidade. Eu tenho meus valores, como o nosso presidente coloca: Deus, pátria e família. Sou contra o aborto, em defesa da família. Acredito sim que o armamento é necessário e muda situações num país. Todos esses princípios básicos eu carrego comigo. Esse tipo de valor, de ideologia, não é direita ou esquerda, é um bem para o povo. Então, são crenças que eu acredito que tenho que levar à frente. 

Se voltar a ter no plenário uma votação a favor do armamento, eu sou sim a favor do armamento. Tudo dentro de uma legalidade, de um cadastro. Porque, eu entendo que hoje para um cidadão conseguir uma arma, de maneira ilegal, não é nada difícil. Então, por que não fazer de uma forma lícita? 

As pessoas também me perguntam se vou fazer projetos em prol das mulheres, contra a violência. Eu tenho sim projetos que visam a mulher. Eu acho que, para uma mulher ter a sua liberdade e conseguir se livrar de uma violência, ela tem que estar muito bem psicologicamente e financeiramente. Então, a emancipação psicológica e financeira é o princípio de tudo. Eu também tenho grandes grupos de caminhoneiros. Eu estive, durante muitos anos, dentro de bancos. Eu sei a realidade deles, sei o que eles passaram. Inclusive, um dos bancos onde trabalhei era referência para os caminhoneiros. Eu sei as dificuldades desse povo. Eu sei qual é o problema exato de cada pessoa. Então, economicamente falando, eu sei qual é o ponto disso.

Nós somos uma cidade agropecuária. Eu posso ser, também, uma representante do agro em Brasília. Nada me impede. Um deputado tem uma grande função de fiscalizar. Eu não quero ser apenas mais uma dentro dos 513, quero fazer a diferença. Dinheiro tem, proposta tem, projeto tem, é só fazer acontecer.

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