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‘CPI do Transporte’ vetará subsídio da Prefeitura à VCG

Nota foi enviada à imprensa com a assinatura do presidente da ‘Comissão’, vereador Leandro Bianco (Republicanos).

Vereadores que fazem parte da 'CPI do Transporte' da Câmara Municipal de Ponta Grossa.
Vereadores que fazem parte da 'CPI do Transporte' da Câmara Municipal de Ponta Grossa. -

Rodolpho Bowens

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Nota foi enviada à imprensa com a assinatura do presidente da ‘Comissão’, vereador Leandro Bianco (Republicanos)

Na última sexta-feira (8), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte enviou uma nota à imprensa dizendo ser contra um “eventual subsídio” da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG) à Viação Campos Gerais (VCG). O comunicado vem diante da atual situação delicada que vive o transporte público coletivo da cidade – a concessionária responsável pelo serviço anunciou o parcelamento dos salários dos trabalhadores. Dessa forma, o Sintropas, sindicato que representa os funcionários da VCG, realizou uma paralisação de 1 hora, em 7 de outubro, como forma de protesto.

De acordo com o documento, que pode ser acessado na íntegra clicando aqui, “no momento em que Municípios, Estados e a própria União enfrentam dificuldades financeiras, a discussão de subsídios é delicada”. Além disso, os vereadores continuam. “O grande debate não é se tem que ter subsídio ou não, mas qual o nível de subsídio que tem que ser dado. É um debate político, não técnico”, explicam.

Os parlamentares também lembram na nota que “há uma parcela da população que tem no transporte coletivo sua única opção de deslocamento e, portanto, merece uma prestação de serviço adequada. A concessão de subsídios, porém, precisa ser acompanhada por uma rediscussão de todo o desenho de regulação e licitação. É essencial prever contratos mais curtos e revisar o existente”.

Por fim, sobre a atual situação do transporte público coletivo de Ponta Grossa, a ‘CPI do Transporte’ se “solidariza com os trabalhadores do transporte coletivo municipal, assim como zelamos pelo dinheiro público”, encerram a nota.

O Grupo aRede procurou a VCG para se posicionar sobre o documento da ‘CPI’. Apesar disso, não obteve uma resposta de seus diretores.

Indenização

Em 20 de maio, o Poder Executivo publicou a Lei nº 13.970, de 19/05/2021, que indenizou a VCG em mais de R$ 1,7 milhão. Na ocasião, a Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) autorizou a indenização apresentada pela PMPG como forma de acabar com a greve no transporte público coletivo da cidade.

Dos vereadores que fazem parte da ‘CPI do Transporte’, a qual investiga o serviço público da cidade, Adriana Jamier da Silva (SD), Divonsir Pereira Antunes (PSD), Leandro Bianco (Republicanos) e Leonilton Antonio Carneiro (PV) votaram, na época, pela indenização de mais de R$ 1,7 milhão à VCG.

Julio Francisco Schimanski Kuller (MDB) estava, no período, sendo substituído pelo vereador substituto Emerson Sansana (MDB) – ele também votou pela indenização da concessionária.

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