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O racha no PSOL em Ponta Grossa

Política na Rede

26 de outubro de 2021 14:40

Afonso Verner


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O racha no PSOL em Ponta Grossa
Foto: Arquivo JM
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 Membros do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) tornaram públicas suas divergências na cidade. Entenda os motivos (públicos) desse 'racha'’

Em 2020, o PSOL conseguiu eleger a primeira representante para o Legislativo Municipal de Ponta Grossa. A professora Josi Kieras, líder do 'Josi do Coletivo', composto ainda por Ana Paula de Melo, João Luiz Stefaniak e Guilherme Mazer, representa a primeira vitória eleitoral do PSOL em Ponta Grossa - o partido participa das disputas municipais desde 2008 com candidaturas à Prefeitura e também ao Legislativo.

No entanto, a unanimidade (ao menos aparente) que marcava as decisões políticas do PSOL parece ter ficado no passado. Na última semana, importantes membros do partido fizeram duras críticas a Joi e aos membros do coletivo. Qual o motivo? Ao menos o motivo público, aquele conhecido, é a decisão de Josi e dos co-vereadores em apoiarem a candidatura de Roberto Requião (sem partido) ao Governo do Paraná em 2022.

A decisão do Coletivo em apoiar Requião foi criticada por nomes como Professor Gadini (prefeiturável do PSOL em 2016 e 2020) e Leandro Dias (prefeiturável do PSOL em 2012 e atual presidente estadual da legenda), além de outros apoiadores e militantes da legenda.  Na visão dos críticos, a decisão do Coletivo é equivocada por, ao menos, dois aspectos.

Os críticos lembram que o PSOL deve ter candidato próprio ao Governo do Estado em 2022. Além disso, o grupo que apoia Requião é bastante heterogêneo e conta com nomes como a Família Canto (Jocelito, Joce e Mabel) - essas mesmas figuras já foram adversárias do PSOL em outras oportunidades e a união de forças em torno de Requião é, de fato, bastante heterogênea. 

Na prática, em 2022 o PSOL deve ter candidato ao Governo do Estado para garantir mais espaço de rádio e TV para os candidatos a deputado estadual do partido. Além disso, a legenda também lançará candidato(a) para garantir que a pauta pesolista tenha espaço na eleição pelo Governo do Paraná - sem candidato(a) a governador(a), parte das pautas do PSOL estaria esquecida na disputa pelo Executivo Paranaense. 

Por sua vez, os membros do Coletivo entendem que apenas uma frente ampla seria possível de vencer o Bolsonarismo no Paraná, movimento em tese representado por Ratinho Junior (PSD). Neste caso, a frente ampla seria liderada pelo ex-governador e ex-senador Roberto Requião (atualmente sem partido), uma figura conhecida no Paraná e já testada em diversas eleições.

Nacionalmente o PSOL já divulgou que não terá candidatura própria à Presidência da República e defende a “união da esquerda”, possivelmente em torno do nome de Lula. Neste contexto, o que é inegável? É certo que o PSOL deve sair enfraquecido do embate no município, especialmente porque os pesolistas aderem à estratégias coletivas para aumentar a capilaridade e competitividade eleitoral de seus projetos. 

O partido ainda pode ser considerado uma legenda de “nicho”, com maior diálogo com públicos específicos, mas com dificuldades de garantir maior penetração entre faixas mais amplas do eleitorado. Além disso, o PSOL conseguiu aumentar o número de mandatos em várias cidades brasileiras com estratégias coletivas e colaborativas, como aquela que ajudou a eleger Josi, João, Ana Paula e Guilherme aqui em Ponta Grossa em 2020.

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